De estudante a professora: um legado do Núcleo Estudantil Franciscano
- Gabriella Ulacco
- 27 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de nov. de 2025
Por Gabriella Ulacco
Meu nome é Gabriella e tenho uma história longa e muito especial com o Consa. Fui aluna aqui desde o Infantil 3 até o 3º ano do Ensino Médio. Cresci nos corredores dessa escola, formei minhas amizades, construí valores e, hoje, volto como professora, com um sentimento de pertencimento e gratidão que é difícil colocar em palavras.
Quero compartilhar um capítulo muito marcante da minha trajetória: minha vivência no Núcleo Estudantil Franciscano. Em 2020, o Consa deu um passo importante ao criar esse espaço democrático, onde os alunos do Ensino Médio pudessem se expressar, propor mudanças e se organizar como representantes da sua própria realidade. Mas o mais bonito do Núcleo é que ele não se limita a ser um grêmio estudantil tradicional — ele carrega o nome “Franciscano” justamente porque tem como base valores como empatia, solidariedade e cuidado com o próximo. Ele nos forma não só como cidadãos, mas como seres humanos comprometidos com o bem comum.
Em 2021, tive a honra, e a responsabilidade, de ser a primeira menina a assumir a presidência do Núcleo. Foi um ano desafiador por muitos motivos. Estávamos no último ano da escola, retomando a vida escolar presencial após um período difícil de pandemia. As incertezas ainda eram muitas, mas a vontade de fazer algo que fizesse sentido era ainda maior.
Assumir esse papel significou crescer. Aprendi a ouvir diferentes pontos de vista, a lidar com opiniões contrárias, a negociar, a liderar com sensibilidade. Tive que aprender a falar em público, a organizar projetos, a gerenciar o tempo e, acima de tudo, a manter o foco em um propósito coletivo. Através do Núcleo, conseguimos criar pontes entre os alunos, promover ações sociais significativas e mostrar que, mesmo em tempos difíceis, é possível construir algo bom, juntos.
O Núcleo foi um laboratório de vida. Ele me preparou para os desafios que viriam depois da escola e, sem dúvida, teve um papel essencial na minha escolha profissional. Hoje, como educadora, vejo o quanto essa experiência me formou, não apenas como aluna, mas como ser humano.
E o mais bonito é ver que esse legado continua. Ver os novos estudantes assumindo o Núcleo, com brilho nos olhos, com novas ideias, me dá a certeza de que o que começamos lá atrás continua vivo. O sentimento de orgulho é imenso. Sei que, assim como eu, esses alunos também vão sair daqui transformados.
O Consa foi, e é, minha casa. E poder contribuir com essa construção, agora como professora, é uma das maiores alegrias da minha vida.
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Este texto foi uma contribuição especial para a 1ª edição da revista Consa em Pauta, gentilmente enviado por Gabriella Ulacco, ex-aluna e professora do Consa.
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