Estudantes do Consa debatem "Ainda estou aqui"
- Maria Fernanda Rudelli
- 1 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de nov. de 2025

Cartaz do filme "Ainda estou aqui"
Por Maria Fernanda Rudelli O filme brasileiro "Ainda estou aqui", também conhecido internacionalmente como “I’m Still Here”, é um drama biográfico dirigido por Walter Salles, que estreou em 2024 e rapidamente se tornou um marco no cinema nacional. Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva. A obra narra a história de Eunice Paiva (interpretada por Fernanda Torres), uma mulher que, após o desaparecimento de seu marido durante a Ditadura Militar, se vê forçada a lutar por justiça e pela verdade. Ambientado no Brasil de 1971, o enredo retrata a repressão política e os desafios enfrentados por aqueles que buscavam resistir ao regime militar.
A atuação de Fernanda Torres foi amplamente reconhecida, rendendo-lhe o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama e uma indicação ao Oscar 2025 na mesma categoria. Devido ao reconhecimento do filme, os alunos do Consa, do itinerário de Cinema, tiveram a oportunidade de assisti-lo no cinema. Dessa forma, os estudantes tiveram opiniões bem divididas e vamos entender o porquê. Alguns gostaram do filme, dentre eles: Luna Colaferri, Ana Luiza Tâmega e Beatriz Nóbrega, que se mostraram admiradas com sua estrutura e enredo, além do desempenho dos atores, diferentemente de outros alunos, como Beatriz Spini e Valentina Cabaleiro, que não gostaram do filme, pois consideraram o tema pesado, o que “acaba desconcertando as pessoas”, tornando-o cansativo. Já a profissional do Consa, Emily Fioretti, que é instrutora de Química no laboratório, compreende que é essencial a abordagem da obra para que a Ditadura não se repita na história do Brasil.
Apesar das diferentes opiniões dos alunos é importante ressaltar que Fernanda Montenegro, Fernanda Torres e Selton Mello estão no ramo cinematográfico há bastante tempo, e por isso, devem ser valorizados, não só pelo filme “Ainda estou aqui”, mas também por muitas outras obras, como Tapas e Beijos e O Auto da Compadecida, que ficarão para sempre marcadas pela cultura brasileira.
Portanto, a saída foi muito importante para que os estudantes pudessem refletir sobre a luta pela memória e pela justiça, além de enfatizar a importância de preservar a memória histórica, para que as atrocidades não sejam esquecidas e para que não cometamos os mesmos erros.

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