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Participação feminina na Copa-Recreio: desafio nas quadras

  • Melanie Popic Born
  • 22 de jun.
  • 2 min de leitura

Por Melanie Popic Born


Gerada por IA
Gerada por IA

A Copa-Recreio, que ocorre no Colégio Nossa Senhora Aparecida (Consa), é um dos eventos mais esperados do ano pelos estudantes do 9º ano até a 3ª série do Ensino Médio, contendo modalidades masculinas e femininas, sendo respectivamente o futebol e o vôlei.

Porém, conforme avançam de série e ficam mais velhas, as estudantes  tendem a reduzir sua participação no torneio. O entusiasmo em competir, muito presente nas turmas mais jovens, vai diminuindo nos anos finais, fazendo com que muitas delas deixem as quadras e prefiram ficar apenas na arquibancada.


Esse afastamento ao longo da adolescência é prejudicial, visto que a prática regular de esportes é vital para a saúde e o bem-estar em todas as fases da vida. Além disso, a presença das alunas das séries finais é fundamental para servir de exemplo, garantindo que as meninas da escola vivenciem o protagonismo em quadra em vez de ocuparem o papel de meras espectadoras. Essa participação ativa na juventude permite sentir a mesma energia, alegria e adrenalina dos atletas masculinos, além de criar laços de amizade por meio do esporte.


Ao comparar as duas modalidades, fica evidente a maior popularidade da liga masculina devido ao número de times inscritos. Enquanto os jogos dos meninos atraem torcidas barulhentas que lotam as arquibancadas do terceiro e quarto andar, as partidas de vôlei feminino frequentemente carecem desse mesmo apoio animado. Um cenário que desmotiva o engajamento de novas jogadoras.


De acordo com Maria Parente, coordenadora de esportes: “a Copa-Recreio é e sempre foi um movimento estudantil, que partiu dos próprios alunos. Eram eles que organizavam esse evento para jogar futebol de salão, inicialmente durante o recreio. Atualmente, os jogos ocorrem no período de saída, criando uma forte identidade entre os estudantes e suas classes”.


A coordenadora aponta o abismo entre as categorias:

“O futsal mobiliza mais as pessoas da escola e o vôlei, muitas vezes, passa despercebido no quesito de participação e torcida”. Para Maria, barreiras históricas de gênero, ainda presentes nos diversos espaços de convivência social, estão entre os principais motivos para o menor engajamento das meninas.

Mudar essa realidade e aproximar as jovens desse acontecimento semestral, seja jogando ou torcendo, é uma tarefa coletiva. Compreender os fatores que afastam as alunas da quadra é o primeiro passo para que, juntos, comunidade escolar e estudantes, possam incentivar a presença e a força feminina na Copa-Recreio.


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