Equipe do Consa recebe capacitação em primeiros socorros para emergências escolares
- Giovana Ferraz Tossuniam
- 22 de jun.
- 2 min de leitura
Formação orientada pela Lei Lucas prepara equipe para emergências no ambiente escolar
Por Giovana Ferraz Tossuniam

Você saberia o que fazer se um colega se engasgasse ou passasse mal na sua frente? Foi pensando nisso que a equipe pedagógica do Consa realizou, em 11 de março de 2026, um treinamento intensivo de primeiros socorros.
Essa ação foi motivada pela Lei Lucas (Lei nº 13.722/2018), que tornou obrigatória a capacitação e a reciclagem em noções básicas de atendimento emergencial para professores e funcionários de escolas públicas e privadas.
Vale destacar que a lei foi criada em referência ao menino Lucas Begalli, de apenas 10 anos, que faleceu após engasgar durante uma excursão escolar. A tragédia chocou o país e evidenciou a importância de saber agir rapidamente nesses momentos.
O bombeiro Rodolfo Alves Ferreira conduziu o treinamento, apresentando os conteúdos teóricos e promovendo atividades práticas de simulação de RCP e da manobra de Heimlich.
Aprendizado na prática
Para entender melhor como foi essa experiência, a Consa em Pauta entrevistou o professor de Matemática, Silas Melo, um dos participantes da formação. Durante a conversa, ele compartilhou suas impressões sobre os aprendizados, os desafios das atividades práticas e a importância de estar preparado para agir em situações de emergência dentro do ambiente escolar.
Segundo o docente, antes do treinamento seu conhecimento sobre primeiros socorros era limitado. A formação mostrou que muitas informações que pareciam corretas já estavam ultrapassadas. Ele destacou que compreendeu melhor o papel do socorrista:
“oferecer os cuidados iniciais e minimizar os danos até a chegada de profissionais especializados”.
Uma das atividades que mais chamou sua atenção foi a prática da manobra de Heimlich, utilizada em casos de engasgamento. Apesar de parecer simples, a técnica exige bastante força física, precisão e cuidado para não causar lesões à vítima.
Outro momento marcante foi a Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP). De acordo com ele, manter o ritmo correto das compressões é cansativo e exige preparo físico e concentração.
“Mesmo para quem faz academia, é algo extremamente desgastante”, comentou.

Os participantes também aprenderam procedimentos voltados para o socorro a bebês. Nesse caso, cada movimento precisa ser ainda mais cuidadoso, já que as técnicas são diferentes das utilizadas em adultos, devido à fragilidade das crianças.
Conhecimento que salva vidas
Para muito além da regulamentação, a formação em primeiros socorros garante que a escola consiga agir quando cada segundo importa. Em casos de acidentes comuns, como engasgos, quedas ou até mesmo convulsões, os primeiros atendimentos podem ser fundamentais para manter a vítima estável, até a chegada do socorro especializado.
“O professor é o primeiro responsável naquele momento. Esperar ajuda pode custar segundos preciosos”, afirmou Silas.
A capacitação dos funcionários é apenas uma das frentes do trabalho de prevenção e atendimento desenvolvido pela escola. Para reforçar a segurança da comunidade escolar, o Consa também dispõe de bombeiros de prontidão e de um ambulatório preparado para prestar os primeiros atendimentos. Assim, em caso de emergência, os alunos contam com suporte imediato até a chegada do atendimento especializado.
Por fim, a Lei Lucas nos lembra que conhecimento salva vidas. Investir na capacitação de professores e funcionários significa investir na vida e na segurança dos alunos, construindo um ambiente escolar mais preparado, consciente e protegido.


